O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para todos os brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês. A proposta foi votada em regime de urgência e agora segue para sanção presidencial. Caso seja aprovada até o fim de 2025, as novas regras já passam a valer a partir de janeiro de 2026.
Com a mudança, o governo estima que cerca de 25 milhões de contribuintes deixem de pagar Imposto de Renda. Para compensar essa redução na arrecadação, a medida também cria uma nova tributação para as altas rendas, com alíquota extra progressiva de até 10% sobre quem ganha acima de R$ 600 mil por ano — o equivalente a R$ 50 mil por mês.
Segundo o relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o objetivo é tornar o sistema tributário mais justo.
“Quem tem menos, paga menos; quem tem mais, paga mais”, afirmou.
O Senado rejeitou todas as 11 emendas apresentadas ao texto, justamente para evitar atrasos e garantir que o benefício entre em vigor já em 2026. Caso o projeto precisasse retornar à Câmara dos Deputados, o início das novas regras poderia ficar para 2027.
Além disso, continuam isentos de tributação os investimentos em fundos imobiliários, letras de crédito e ativos do agronegócio, que já contam com isenção prevista em lei.
Essa mudança representa um importante avanço na política tributária brasileira, com impacto direto na renda das famílias e no poder de compra de milhões de trabalhadores.
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